Zé Duarte (José Duarte de Oliveira)

Cap10-257

Eu não posso ficar parado: se eu não botar uma rocinha todo ano, fico doente só de pensar. Não acho bom vadiar. Trabalhando, a gente está sempre ganhando alguma coisa – mais vale cuspir que engolir. Tenho uma rocinha pra acolá. Gosto muito da lavoura. Nunca fui à escola. Me criei correndo atrás de cabra, vaca, ovelha. Já fiz muita coisa: já fui ambulante de troçado e de vassoura, vendedor de ouro, de mineral. E hoje estou aqui trabalhando em apito de nambu, casa de farinha, Lampião, Maria Bonita, outras figuras, rifles imitando os antigos, etc… – nessas peças de madeira. O apito, do mesmo jeito das outras peças, é feito de imburana. Fazer figura que enfeita o apito todo mundo faz. Agora, a garganta do apito, isso é que é difícil. Tem que fazer o som igual do nambu, bem bonito.

Localização

Ceará, Juazeiro do Norte

Endereço

Juazeiro do Norte, Ceará

Livros

O Reinado da Lua